Qual é a diferença entre APLV e intolerância à lactose?
Para garantir um cuidado adequado e evitar que complicações aconteçam no futuro com o seu bebê, saber reconhecer a diferença entre as duas doenças é fundamental para qualquer família.
Para garantir um cuidado adequado e evitar que complicações aconteçam no futuro com o seu bebê, saber reconhecer a diferença entre as duas doenças é fundamental para qualquer família.
Para garantir um cuidado adequado e evitar que complicações aconteçam no futuro com o seu bebê, saber reconhecer a diferença entre as duas doenças é fundamental para qualquer família.
Para garantir um cuidado adequado e evitar que complicações aconteçam no futuro com o seu bebê, saber reconhecer a diferença entre as duas doenças é fundamental para qualquer família. Nesse conteúdo serão apontadas as principais diferenças entre essas condições, como identificar os sintomas de cada uma e quais são os tratamentos mais indicados para cada caso. Entenda agora:
A alergia à proteína do leite de vaca é uma reação na qual o sistema imunológico reconhece a proteína do leite de vaca como um corpo estranho. Se um bebê que possui essa condição, o próprio corpo irá interpretá-la como um agente negativo, ativando o sistema imunológico para combatê-la, causando uma série de sintomas indesejados.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é comum? Sim, ela é uma alergia comum em bebês e crianças, principalmente nos primeiros meses de vida: quando o seu sistema imunológico ainda não está amadurecido.
· Prisão de ventre;
· Cólica intensa;
· Refluxos e vômitos frequentes;
· Diarreia persistente;
· Irritabilidade e choro inconsolável;
· Dificuldade para respirar;
· Urticária e coceira na pele.
Vale ressaltar que é sempre indicado procurar auxílio médico no caso de algum desses sintomas.
A intolerância à lactose é um pouco diferente da alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Ela acontece quando o organismo de uma pessoa tem dificuldade de digerir o açúcar (lactose) presente no leite e nos seus derivados. Essa condição se manifesta em uma pessoa em função da ausência ou deficiência da enzima lactase, que é responsável por quebrar a lactose no sistema digestivo.
A intolerância à lactose não envolve o sistema imunológico, ao contrário da alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Aqui, o problema está relacionado à digestão e, por conta disso, os sintomas estarão interligados com o sistema gastrointestinal.
· Náusea;
· Cólicas abdominais;
· Gases;
· Inchaço abdominal;
· Diarreia.
Nessa condição, esses sintomas podem aparecer entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de alimentos com lactose e os sintomas costumam ser mais leves do que os da alergia à proteína do leite de vaca (APLV).
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína, à beta-lactoglobulina e à alfa-lactoalbumina. Já a intolerância à lactose é reflexo da má digestão da lactose, que é o açúcar do leite.
Alguns sintomas, como cólica, dor abdominal, diarreia e prisão de ventre, são comuns às duas condições, mas é importante lembrar que a APLV ocorre, tipicamente, na infância e que a intolerância à lactose é mais comum em adultos.
Apesar de ambas as condições estarem conectadas ao consumo do leite, elas apresentam diferenças significativas em diversos aspectos. Confira agora a tabela comparativa abaixo para compreender melhor:
Características | APLV | Intolerância à Lactose |
Tipo de reação | Reação imunológica | Problema digestivo |
Sintomas | Pele, sistema respiratório e gastrointestinal | Apenas sistema gastrointestinal |
Gravidade | Pode ser grave | Geralmente leve |
Tratamento | Eliminação total do leite e derivados | Redução ou substituição de alimentos com lactose |
Diagnóstico | Testes de alergia | Testes de tolerância à lactose |
O diagnóstico de ambas as condições deve ser feito por um alergista ou pediatra, com a solicitação de exames específicos e histórico clínico do bebê.
· Teste de provocação oral: o bebê é testado com pequenas quantidades proteína do leite com supervisão médica para se observar reações adversas;
· Teste complementar de pele: a proteína do leite é aplicada sobre a pele do bebê para verificar se acontece uma reação cutânea;
· Exame complementar de sangue: para indicar a alergia, a detecção de presença de anticorpos é analisada no exame.
· Teste de hidrogênio expirado: após a ingestão de lactose, a quantidade de hidrogênio na respiração é avaliada;
· Teste de tolerância à lactose: após o consumo da lactose, os níveis de glicose no sangue são medidos.
Enquanto na APLV a manifestação não depende da dose, na intolerância à lactose é a quantidade de lactose consumida na dieta que determina o aparecimento e a intensidade dos sintomas, sendo assim, o tratamento dela é sempre individualizado, devendo-se ajustar a oferta à tolerância de cada paciente.
Estudos apontam que a maioria dos indivíduos com intolerância à lactose pode consumir cerca de 12g de lactose (240ml de leite) sem apresentar desconforto. Algumas dessas evidências indicam ainda que doses de 20 a 24g de lactose, distribuídas ao longo do dia, também podem ser toleradas.
É importante destacar que a expressão “alergia à lactose” é errada, porque, como vimos, a alergia é uma reação às proteínas do leite e não à lactose (que é o açúcar do leite). Há no mercado produtos lácteos, como queijo, iogurte e o próprio leite, sem lactose, mas portadores de APLV não devem consumi-los, já que as proteínas do leite permanecem.
Caso o seu bebê apresente algum dos sintomas citados anteriormente após consumir o leite e seus derivados, é importante procurar ajuda médica para que reações graves, como inchaço e dificuldade de respirar, não aconteçam.
O alergista ou pediatra são os profissionais mais indicados nesses casos para orientar e sanar as dúvidas da família junto do tratamento adequado, a fim de assegurar a saúde do bebê.
Se você está passando por um momento de incerteza em relação a alguma reação incomum com a sua criança, lembre-se de que você não está sozinha. Conte com a ajuda profissional.
Continue acompanhando o nosso blog para mais informações e dicas acerca da diferença entre APLV e intolerância à lactose e garanta o melhor cuidado para o seu bebê! Confira também qual é o atual cenário das alergias alimentares ao redor do mundo. Acesse.
Referências:
AMAIS Saúde. (s.d.). Alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose?. Disponível em: https://www.amaissaude.com.br/sp/boletim-medico/alergia-a-proteina-do-leite-ou-intolerancia-a-lactose/
Sempre Bem - Pague Menos. (s.d.). Intolerância à lactose x APLV: saiba a diferença. Disponível em: https://semprebem.paguemenos.com.br/posts/saude/intolerancia-a-lactose-x-aplv-saiba-a-diferenca
Brasil, 06 de janeiro de 2025.
O leite materno é o melhor alimento para os lactentes e até o 6° mês deve ser oferecido como fonte exclusiva de alimentação, podendo ser mantido até os dois anos de idade ou mais. As gestantes e as mulheres que amamentam precisam ingerir uma dieta saudável e equilibrada. O uso de mamadeiras/bicos e chupetas pode dificultar o aleitamento materno, principalmente quando se deseja manter ou retornar à amamentação. O médico pediatra e/u nutricionista deve ser sempre consultado. - Este é um material orientativo sobre APLV. Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.
Para garantir um cuidado adequado e evitar que complicações aconteçam no futuro com o seu bebê, saber reconhecer a diferença entre as duas doenças é fundamental para qualquer família.
A ocorrência de alergia alimentar vem aumentando no mundo como um todo.
Muitos fatores são associados ao desenvolvimento da alergia alimentar e o histórico familiar parece ser o componente mais importante.