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A alergia alimentar e o fator nutricional

A alergia alimentar e o fator nutricional

03/05/2010

Um inquérito epidemiológico realizado em 11 estados brasileiros mostra que 25% das crianças com alergia à proteína do leite de vaca apresentam déficit nutricional e desnutrição. 

Isto pode ocorrer devido à doença ou quando a dieta substitutiva não atende às necessidades de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento dos bebês, principalmente energia, proteínas, gorduras e cálcio.

"Essa doença merece uma vigilância no ganho de peso e da estatura da criança", destaca Dra. Roseli Sarni.

Esse quadro ocorre em conseqüência de alguns fatores: ingestão alimentar insuficiente, má-absorção intestinal, perda de substâncias que aumentam a necessidade de nutrientes, aumento da necessidade de energia, dieta substitutiva inadequada.

"O prejuízo da carência nutricional não é recuperado, podendo deixar seqüelas irreversíveis no crescimento e desenvolvimento da criança", ressalta a especialista.

Estudos mostram que o uso de fórmulas infantis adequadas (extensamente hidrolisadas ou à base de aminoácidos) pode prevenir ou minimizar o déficit nutricional.

Para a Dra. Roseli Sarni, a APLV continua sendo um grande desafio na prática pediátrica e a sua prevalência encontra-se em ascensão. 

A especialista lembra que o leite de cabra e produtos à base de soja também podem desencadear reações alérgicas: "fórmulas de soja e leite de cabra não são adequados para substituir o leite materno na prevenção da alergia à proteína do leite de vaca". 

Vale dizer que a maioria das crianças desenvolve tolerância clínica à proteína do leite de vaca nos primeiros três anos de vida, por isso, o acompanhamento e orientação médica devem ser freqüentes.

(Fonte:  gastronomiaenegocios.uol.com.br )

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